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Boas Práticas de AppSec para Instituições Financeiras

November 18, 2024

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Cristiano

Henrique

Boas Práticas de AppSec para Instituições Financeiras|Boas Práticas de AppSec para Instituições Financeiras

A segurança de aplicações é um pilar essencial para a proteção de dados e a prevenção de fraudes, especialmente no setor financeiro, que se tornou alvo constante de ataques visando o roubo de informações sensíveis. Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos serviços, a superfície de ataque se expandiu, tornando APIs e sistemas mais vulneráveis a ameaças. É crucial entender como proteger essas estruturas para garantir a segurança e a confiança dos usuários.

Proteção de APIs: O Básico que Evita Grandes Riscos

As APIs são as principais interfaces de comunicação entre cliente e servidor, utilizadas em aplicativos móveis, websites, sistemas bancários e até mesmo para troca interna de informações entre microsserviços. No entanto, a falta de boas práticas de configuração, especialmente em APIs expostas, podem transformar essas interfaces em pontos de entrada para ataques.

  • Autenticação e Autorização: Implementar padrões robustos, como OAuth 2.0 e OpenID Connect, é uma barreira fundamental para garantir que apenas usuários e sistemas autorizados tenham acesso aos dados da API. Esses padrões permitem configurar tempos limitados para a validade de tokens e um modelo de Zero Trust, onde o acesso é restrito ao mínimo necessário.
  • Rate Limiting: Limitar o número de requisições por usuário em intervalos específicos é essencial para proteger a API contra abusos e ataques de negação de serviço (DDoS). Embora essa prática pareça básica, sua implementação é fundamental para a segurança do sistema.
  • Monitoramento Contínuo: Ferramentas de monitoramento, de SIEM e SOC, permitem identificar padrões anômalos, como aumento repentino de requisições ou tentativas de acesso a dados sensíveis. Ferramentas de análise comportamental e tecnologias como o Runtime Application Self-Protection (RASP), exemplificado por soluções como Falco, ajudam a detectar atividades suspeitas em tempo real.

Gestão de Vulnerabilidades: Detecção e Correção Ágil

Para reduzir a superfície de ataque, é fundamental adotar uma gestão contínua de vulnerabilidades. Algumas ações incluem:

  • Inventário de Aplicações: Um inventário atualizado das aplicações, classificadas por impacto no negócio, superfície de ataque, classificação de dados e potenciais ameaças, permite avaliar os riscos e orientar a gestão de vulnerabilidades.
  • Inventário de Componentes: É comum que o mapeamento de componentes de software seja negligenciado. Tecnologias como o SBOM (Software Bill of Materials), que registram detalhes sobre componentes e suas licenças, ajudam a evitar riscos de vulnerabilidades na cadeia de suprimentos, como o ataque de Dependency Confusion.
  • Análise de Código e Testes de Segurança: Adotar ferramentas de segurança como SAST (Static Application Security Testing) e DAST (Dynamic Application Security Testing) permite detectar falhas desde as primeiras etapas do desenvolvimento, uma prática conhecida como Shift Left.
  • Correção Prioritária: Implementar uma estratégia de priorização baseada no risco da instituição, corrigindo com urgência vulnerabilidades críticas em APIs de transações, é uma prática essencial para a segurança.

Segurança Contínua e Cultura de AppSec

A abordagem tradicional e reativa de segurança não é suficiente para acompanhar a velocidade das ameaças e a complexidade dos sistemas. A segurança deve ser contínua e integrada aos processos de desenvolvimento. Para instituições financeiras, a implementação de um Programa de AppSec é uma evolução natural para alcançar a maturidade em segurança.

  • Cultura de Segurança: Engajar todas as equipes, desde desenvolvedores até analistas de operações, é fundamental para criar um ambiente seguro e consciente das práticas de AppSec.
  • Automatização de Testes de Segurança: Automatizar testes de segurança permite identificar vulnerabilidades em um ritmo compatível com o ciclo ágil de desenvolvimento, e até mesmo validar automaticamente as regras de negócio.

Conclusão

A segurança de aplicações é essencial para instituições financeiras que desejam proteger as informações de seus clientes e evitar fraudes. Adotar práticas como a proteção de APIs, gestão de vulnerabilidades e integração com DevSecOps é crucial para minimizar riscos e fortalecer a maturidade em AppSec. Com o apoio de parceiros especializados, como a Conviso, bancos e fintechs podem garantir que suas aplicações estão protegidas contra ameaças, criando um ambiente digital mais seguro e confiável para os clientes.

Sobre o autor

Cristiano
Henrique

Bachelor's degree in Computer Science from the Federal University of Alagoas. He has spoken at events such as the NullByte Security Conference and Hackers to Hackers Conference, and presented research projects at national and international events. He has experience in application security, exploit development, and vulnerability research in both userland and kernel land, having discovered vulnerabilities for companies like Microsoft, AMD, and Intel. His interests include operating system internals, compilers, malware development, vulnerability research, and EDR evasion.

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